Texto: Semcom         Foto: Claudio Postay

Da costura ao teatro e a música: mãe e filha encontram no CCPI um novo palco para a vida

Dona Nilza Carvalho, 92 anos, achou o espaço tão acolhedor que trouxe a filha Cleniuza Carvalho, 61 anos, para participar das atividades no Centro de Convivência da Pessoa Idosa (CCPI), em Campo Grande 

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Da costura ao teatro e a música: mãe e filha encontram no CCPI um novo palco para a vida

A máquina de costura, a agulha e a linha sempre fizeram parte da rotina de Nilza Carvalho, de 92 anos, que sempre se dedicou a confecção de roupas, mas foi nas oficinas de teatro do Centro de Convivência da Pessoa Idosa (CCPI), de Campo Grande, que ela voltou a reviver uma antiga paixão: o teatro. Moradora de Itaquari, dona Nilza, já foi estrela de peças apresentadas em Belo Horizonte, Colatina e até no Teatro Carlos Gomes, em Vitória.

 

 

Frequentadora antiga de grupos da terceira idade, Nilza conta que chegou ao espaço depois de ouvir boas recomendações. Segundo ela, o ambiente é famoso pela segurança, confiança e sentimento de pertencimento que ele cria. O acolhimento dos profissionais a encantou de imediato, e é justamente esse afeto que, em sua opinião, faz toda a diferença.

 

“Sempre ouvir boas recordações daqui, passar a frequentar esse espaço foi a melhor decisão. Os profissionais são amorosos, carinhosos e muito dedicados. Na nossa idade, o que a gente mais precisa é de amor e compreensão, e aqui a gente encontra isso”, diz.

Nilza tem uma rotina muito movimentada, dificilmente está parada, gosta de sair com as amigas, faz pilates, atividades físicas e sempre está à procura de um novo hobby.

 

No bairro onde mora, é conhecida por organizar festas comunitárias e ajudar a todos. “Eu não aguento ficar sem ter o que fazer, sempre estou arrumando algo, principalmente quando é para me movimentar”, acrescenta. 

 

Foi essa energia que inspirou a filha, Cleniuza Carvalho, de 61 anos, a seguir seus passos. Depois de perder o marido em 2024 e enfrentar um câncer alguns anos antes, ela se viu diante do desafio de recomeçar. “Eu pensei, o que eu vou fazer da minha vida agora? Foi quando minha mãe me convidou para frequentar o espaço junto com ela. E eu amo estar aqui, nesse lugar eu construí uma nova família e fiz bons amigos”, compartilha. 

 

No início, Cleniuza estranhou o ambiente voltado ao público mais idoso, mas logo percebeu que ali havia mais vida do que imaginava. No centro, ela reencontrou a alegria através da música e canto. “Eu costumo dizer que essa é a melhor idade, porque está sendo a melhor época da minha vida. Aqui eu toco flauta, canto e danço, a música faz muito bem para a gente. Dá vontade de ficar aqui o dia todo”, afirma. 

 

Enquanto a mãe se entrega ao teatro, revivendo os velhos tempos, Cleniuza mergulha nas oficinas corporais e musicais, descobrindo novas experiências e gostos. As duas passam boa parte da semana no centro, cercadas por amigos e histórias. O CCPI, para ambas, é mais do que um espaço de atividades, é uma segunda casa. 

“Histórias como essa mostram o quanto o nosso serviço faz a diferença na vida das pessoas. Saber que aqui Nilza e Cleniuza encontraram um novo lar e uma família, além de se sentirem acolhidas, cuidadas e respeitadas, reafirma que estamos no caminho certo e realizando um trabalho de excelência”, afirma a secretária municipal de Assistência Social, Danyelle Lirio. 

 

Sobre o Centro de Convivência para Pessoas Idosas 

 

A Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) conta com dois Centros de Convivência para Pessoa Idosa (CCPIs), um em Campo Grande e outro em Jardim América. Os equipamentos realizam os serviços de convivência e fortalecimento de vínculos, aproximando os idosos das atividades, proporcionando bem-estar e afastando o isolamento social. Para participar, as pessoas com mais de 60 anos podem comparecer ao local e começar a frequentar as atividades.

 

Atualmente, os dois espaços atendem cerca de 400 idosos, disponibilizando atendimento psicossocial e multidisciplinar. Além disso, os participantes do projeto também realizam atividades interativas, incluindo rodas de conversa, dança, teatro, artesanato, jogos de memória, música e atividade física.

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