Texto: Letícia Santos Foto: Letícia Santos

Em um cenário em que a informação está disponível de forma instantânea na internet, bibliotecários enfrentam o desafio de manter a biblioteca física como um espaço relevante para o aprendizado e a construção do conhecimento. Celebrado nesta quinta-feira (12), o Dia do Bibliotecário também se torna um momento de reflexão sobre a reinvenção da profissão diante do avanço das tecnologias digitais. Na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Mariano Firme de Souza, em Bandeirantes, a bibliotecária Marina Cereja percebe que muitos alunos recorrem à internet ou a livros digitais para buscar informações que também podem ser encontradas no acervo escolar. Segundo ela, além de orientar os estudantes sobre fontes de pesquisa, o trabalho envolve ensinar a importância de verificar a confiabilidade dos dados online.

“Sempre procuro mostrar aos alunos que existem meios além da internet para buscar informações, como os livros e as enciclopédias. A rede está cheia de conteúdo e precisamos filtrar o que é verídico. Meu trabalho é mostrar que não podemos acreditar em tudo o que vemos na tela”, afirma.

Para aproximar os estudantes da biblioteca, a profissional aposta em atividades que tornam a leitura mais dinâmica. No ano passado, em parceria com o professor de português, ela organizou um grupo de leitura. Durante os encontros, os estudantes se reuniam em círculo para realizar a leitura coletiva de uma obra. A dinâmica começava com um aluno indicado pelo professor, que lia uma página e, em seguida, escolhia um colega para continuar.

Além de estimular o interesse, a prática permitia que o professor acompanhasse o nível de fluência de cada estudante. Ao final da atividade, os alunos assistiam à adaptação cinematográfica da obra. Para a aluna Ana Beatriz de Freitas, de 12 anos, a biblioteca se tornou um dos espaços preferidos da escola. "Eu passo a maior parte do tempo lendo. Sempre que posso venho aqui. Tem muitos livros e a Marina me ajuda a escolher as próximas leituras. Eu amo ler”, conta.

Mais do que associar a leitura apenas ao aprendizado acadêmico, Marina procura mostrar que os livros representam lazer e entretenimento. Após a municipalização da escola, a bibliotecária iniciou, junto à gestão, um trabalho de reorganização e ampliação do acervo. “Quando cheguei, o espaço estava desorganizado e muitos exemplares danificados. Arrumamos tudo e conseguimos novos títulos, trouxe vários de casa e também recebi doações de amigas leitoras”, relata.
Atualmente, a biblioteca conta com um acervo diversificado que atende alunos do 1º ao 9º ano. Entre as obras disponíveis estão livros didáticos, materiais educativos e títulos populares de literatura, como Extraordinário e A Cabana, além de clássicos infantis e romances juvenis.

Para a estudante Rayssa de Melo, de 13 anos, o acesso a livros interessantes é fundamental para incentivar o hábito da leitura entre os jovens. “Eu gosto muito de ler e sempre estou lendo alguma coisa. Aqui encontro muitos livros interessantes, mas quando não tem, também leio pelo celular. Meu gênero favorito é romance e ação. Estou lendo um livro muito legal agora, é um clichê. E sou apaixonada pelo livro Coraline”, afirma.

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