Texto: Vinícius Nascimento Foto: Vinícius Nascimento

Um espaço onde diminuir os estímulos também faz parte do processo de aprender. A Escola Municipal de Ensino Fundamental de Tempo Integral (EMEFTI) Presidente Castelo Branco, em Porto de Santana, inaugurou, nesta quarta-feira (19), uma sala de regulação sensorial voltada ao atendimento de estudantes da educação especial. O ambiente passa a integrar a estrutura da unidade e poderá ser utilizado durante a rotina escolar sempre que houver necessidade de reorganização sensorial.

A sala foi planejada para oferecer aos estudantes um ambiente com estímulos controlados, contribuindo para momentos em que seja necessário reduzir a sobrecarga provocada por sons, luzes, movimentos ou outras situações do cotidiano escolar. A proposta é favorecer a autorregulação para que o aluno possa, posteriormente, retomar as atividades e a convivência nos demais espaços da escola.
Segundo a secretária de Educação Luzian Belisario, a implantação da sala amplia as estratégias utilizadas pelas escolas para atender às diferentes necessidades dos estudantes. “A inclusão também passa por compreender que cada aluno responde de uma forma aos estímulos do ambiente. Esse espaço oferece mais uma possibilidade de acolhimento dentro da escola, respeitando essas necessidades e contribuindo para a permanência e a participação do estudante nas atividades”, afirmou.

A gerente da Educação Especial de Cariacica, Vilma Costa, explica que a sala não substitui a sala de aula ou outros atendimentos oferecidos pela rede. “A regulação sensorial é uma estratégia que pode ajudar o estudante em momentos específicos, quando ele precisa reorganizar suas respostas aos estímulos. O objetivo é que, depois desse período, ele tenha condições de retornar à rotina escolar e continuar participando das atividades”, explicou.
A construção da proposta envolveu profissionais da EMEFTI Presidente Castelo Branco e foi desenvolvida a partir das necessidades observadas no cotidiano da unidade. De acordo com a diretora Débora Pimenta Pereira Neves, o projeto foi pensado coletivamente pela equipe da escola, com a participação também da ex-vice-diretora durante o processo de elaboração.
“Essa sala é resultado de uma proposta construída por muitas mãos. A equipe da escola participou desse processo, desde as discussões sobre as necessidades dos nossos estudantes até a organização do espaço. A ex-vice-diretora também teve participação nessa construção. Foi um trabalho coletivo para pensar uma estrutura que pudesse ser incorporada à rotina da escola”, disse Débora.

Para as famílias, a expectativa é de que o novo ambiente também contribua para a adaptação e o desenvolvimento dos estudantes no período em que permanecem na unidade. Suelen Fontana, mãe do aluno João, espera que o filho encontre na sala um recurso para lidar com momentos de maior sobrecarga durante as atividades escolares.

“Espero que a sala possa ajudar o João nos momentos em que ele precisar se acalmar e se reorganizar. Saber que existe dentro da própria escola um espaço pensado para essas necessidades traz uma expectativa de que ele consiga ficar mais confortável no ambiente escolar e depois retornar às atividades com os colegas”, contou Suelen.
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