Disque-silêncio faz ação fiscalizadora surpresa em Campo Grande
Por Marketing, postado em 18/04/2013
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Medição: poluição sonora das lojas gera maioria das reclamações de barulho na cidade.FOTO: Semco / Lucas Calazans
Uma equipe do Disque-silêncio, serviço da Secretaria de Meio Ambiente municipal (Semmam), promoveu uma fiscalização-surpresa, no bairro Campo Grande, na manhã desta quinta-feira (18). As estatísticas do serviço indicam que 60% das ocorrências na cidade têm origem no bairro. Os fiscais, acompanhados do subsecretário da Semmam, Marcelo Pereira, percorreram a avenida Expedito Garcia. A via é uma das campeãs em poluição sonora de Cariacica.
“Abordaremos, em primeiro lugar, os estabelecimentos comerciais que fazem publicidade usando instrumento sonoro nas suas portas. Depois, em data mantida sob sigilo para não atrapalhar a fiscalização, vamos nos concentrar nos veículos de propaganda, como peruinhas, motocicletas e bicicletas que usam caixas de som”, informou o gerente de controle ambiental, Robson Barros.
Barros acrescentou que, inicialmente, haverá apenas uma ação educativa. “Nesse momento, não vamos notificar. Apenas estamos nos apresentando, mostrando para os empresários, comerciantes e população que Cariacica conta, sim, com uma fiscalização de combate ao barulho excessivo”, disse, lembrando que, se alguém insistir no erro será notificado.
Decibelímetro
Na ação desta quinta-feira (18), o grupo, munido de um decibelímetro (aparelho para medição dos níveis de som), parava em frente às lojas e, com o equipamento, media e classificava o barulho. Se marcasse acima de 65 decibéis (considerado o limite para uma área mista residencial e comercial, caso de Campo Grande), os donos eram orientados a baixar o volume ou recolher o equipamento de caixas de som para o interior da loja.
A fiscal ambiental Letícia Bragatto, que manejou o decibelímetro, demonstrou que muitas das lojas ultrapassavam os 75 decibéis. “Para se ter uma ideia, esse índice é o da Expedito Garcia com um trânsito pesado, sem considerar o som vindo das lojas”, comparou. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece 65 decibéis como o limite tolerável para o ouvido humano.
Trio elétrico
Não foi difícil achar quem se queixa do barulho na avenida Expedito Garcia. O autônomo Wallace Radis, 34 anos, diz que a poluição sonora fica insuportável com a chegada do fim de semana. “A gente fica insatisfeito de estar aqui trabalhando com um barulho desses. Lembra uma guerra! As peruinhas, motos e bicicletas parecem que estão disputando quem grita mais”, reclama. Ele ressalta que o pior é um trio elétrico de propaganda. “Deixa a gente praticamente surdo”, descreve.
Mesmo trabalhando no interior da loja e de portas fechadas, o vendedor Roberto Techio, 22, diz que é difícil conviver com a situação. “São muitas peruinhas, bicicletas e motos de publicidade disputando a atenção. Até dentro da loja o barulho incomoda e atrapalha o atendimento aos clientes”, queixa-se.
Houve quem abordasse os fiscais e pedisse informações sobre o serviço do Disque Silêncio. Foi o que fez o empresário Adwalter Dias, 32. “Tenho loja aqui na (avenida) Expedito Garcia. Em determinados momentos, é impossível ouvir o que os clientes desejam. Sem contar o trio elétrico, que abusa do direito de fazer publicidade”, relatou. De posse do número do Disque Silêncio, ele vai registrar sua reclamação.
Em caso de poluição sonora, o telefone do Disque-silêncio é o 0800-2839255. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, pela manhã, das 8h às 18h; e, à noite, de segunda a domingo, das 18h às 6h da manhã.
Fiscalização do Disque Silêncio, em Campo Grande
Galeria de imagens
Semco/Lucas Calazans
Informações Adicionais:
Texto: Marcelo Pereira
Jornalista responsável: Evandro Costalonga