Moradora de Cariacica se destaca e ganha bolsa de estudos na Hungria

Aos 21 anos, Francielle ganhou uma bolsa de estudos para cursar engenharia de produção de negócios na Hungria.FOTO:  Divulgação

Aos 21 anos, Francielle ganhou uma bolsa de estudos para cursar engenharia de produção de negócios na Hungria.FOTO: Divulgação


Com o início da vida escolar aos dois anos e meio de idade, Francielle de Barros Trancoso, moradora de Cariacica, sempre foi a mais novinha da turma e conseguia se destacar pelo bom desempenho escolar. Começou a ler com cinco anos e, a partir daí, só foi evoluindo. Hoje, aos 21 anos, ganhou uma bolsa de estudos para cursar engenharia de produção de negócios na Hungria, país europeu.


Com apego aos estudos, Francielle alcançou o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), no ensino médio, pela paixão na área de exatas e, é claro, por ser esforçada. Nesse período, experimentou de perto a área de engenharia, porque fazia junto ao ensino médio o curso técnico de Infraestrutura e Vias de Transportes. “Fui aprovada no Ifes para engenharia metalúrgica mais tarde, e com a minha nota do Enem, consegui uma bolsa pelo Programa Nossa Bolsa, do Governo do Estado, para fazer engenharia de produção, na Universidade Vila Velha (UVV). Ao final, acabei optando por fazer engenharia de produção”, contou.


Toda dedicação já começou a ter um retorno. Francielle foi selecionada pela UVV a concorrer a uma bolsa de estudos no exterior com todas as despesas pagas com o ‘Programa Ciência sem Fronteiras’. “Confesso que não esperava conseguir uma bolsa pra fazer faculdade no exterior, meu plano sempre foi juntar dinheiro para passar no máximo dois ou três meses estudando inglês fora do país. Então, tudo isso que está acontecendo é um sonho que vou realizar. Meus pais estão muito orgulhosos! Eles sempre estimularam meu irmão e a mim a estudar e dar prioridade à educação. Acho que, como eu, eles estão sentindo que todo sacrifício valeu a pena”, completou.


Francielle Trancoso vai estudar no College of Dunaújváros, na Hungria, e vai morar próximo ao colégio. As aulas vão começar no mês de setembro, mas a moradora de Cariacica já se mudará para a Hungria no fim de junho, para fazer um curso intensivo de inglês por dois meses, que também ganhou do governo.


Clima da Hungria


Para Francielle a Hungria será uma novidade. Mas ela já deu uma pesquisada no clima que, segundo ela, de junho a setembro é tranquilo, chegando a 25 graus. Porém, no resto do ano a temperatura cai e fica entre 0 e 10 graus. Já os húngaros, parecem ser pessoas simpáticas e que gostam de ajudar, e adoram sopa. “A língua lá é o húngaro, porém minhas aulas serão em inglês. Descobri que alguns jovens falam inglês, então acho que não vou ter problema. Quanto aos costumes, eles têm restrições com os ciganos, então é bom andar bem limpinha e arrumada para não ser confundida. A comida parece ser boa. O prato típico é o goulash, uma sopa de verduras e carne de boi”, contou.


Ciência sem Fronteiras


O programa Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira, por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.


O projeto prevê a utilização de até 101 mil bolsas, em quatro anos, para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e à inovação. Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no Programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior.


Informações Adicionais:


Texto: Lorena Zanon


Jornalista responsável: Evandro Costalonga