Atenção aos sintomas da coqueluche: a doença infecciosa tem tratamento
Por Marketing, postado em 18/02/2013
Conhecida pelos antigos como tosse comprida, a coqueluche está de volta. Este ano, a Gerência de Vigilância Epidemiológica da secretaria de Saúde (Semus), de Cariacica, já recebeu 126 notificações de suspeita de coqueluche. Cerca de 90% dos casos já estão confirmados. Em 2012, foram 355 casos confirmados e quatro pessoas chegaram a óbito no município.
A coqueluche tem como particularidade aparecer em ciclos de quatro anos, em diferentes datas, ao redor do mundo. Trata-se de uma enfermidade causada por uma bactéria, infecciosa, aguda e transmissível, que compromete o aparelho respiratório.
Sintomas
Crianças, jovens, adultos ou idosos que apresentarem tosse seca persistente, surtos de tosse, vômitos pós-tosse e febre baixa devem procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima para quebrar a cadeia de transmissão.
O contágio se dá pelo contato direto com a pessoa infectada ou por gotículas eliminadas pelo doente ao tossir, espirrar ou falar. A infecção pode ocorrer em qualquer época do ano e em qualquer fase da vida, mas acomete especialmente as crianças menores de um ano.
De acordo com o Ministério da Saúde, em média, cada adulto, para cada caso de coqueluche, gera 17 casos. Muitas vezes a coqueluche se espalha porque as pessoas confundem o principal sintoma, a tosse seca, com alergia ou asma.
Para evitar que a doença se espalhe, além da percepção dos adultos que podem estar infectados, os bebês devem ser vacinados nos primeiros meses de vida. A vacina é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e tem, em média, 80% de garantia de imunização. Até os seis anos, as crianças recebem cinco doses da vacina.
Vale destacar que o fato de já ter tido a doença não imuniza totalmente a pessoa.
Tratamento
Quem for diagnosticado com coqueluche deve permanecer em isolamento respiratório enquanto durar o período de transmissão da doença. O período de incubação varia entre sete e 17 dias. Os sintomas duram cerca de seis semanas.
Na maioria dos casos, o tratamento pode ser ambulatorial e realizado em casa, mas com acompanhamento médico. A hospitalização só é necessária quando há complicações e é preciso oferecer suporte de oxigênio e alimentação parenteral.
Recomendações
Após diagnosticada a doença, alguns cuidados simples são importantes no atendimento ao paciente:
- Mantenha o doente afastado de outras pessoas e em ambientes arejados enquanto durar a fase de transmissão da doença;
- Ofereça líquidos com frequência para evitar a desidratação, e também refeições leves, em pequenas porções, mas várias vezes ao dia;
- Separe talheres, pratos e copos para uso exclusivo da pessoa com coqueluche;
- Não se iluda com as receitas caseiras para tratamento da tosse típica da coqueluche;
- Lave cuidadosamente as mãos antes e depois de entrar em contato com o paciente;
- Procure assistência médica se as crises de tosse se manifestarem por mais de 15 dias.
Informações Adicionais:
Texto: Brunella França
Jornalista responsável: Evandro Costalonga